A Polícia Civil de Cascavel afirmou nesta quinta-feira, 7 de maio de 2026, que a hipótese de racha ainda não foi confirmada no acidente que matou João Vitor Deves e Bruna Limberger.
O caso ganhou nova dimensão após entrevista do delegado Pedro Luiz Fontana Ribeiro. O inquérito apura a colisão ocorrida na madrugada de 1º de maio, na Avenida Tancredo Neves.
As vítimas, ambas com 27 anos, estavam em um Audi A4. Bruna morreu no local. João ainda foi encontrado com vida, mas não resistiu antes da chegada completa do socorro.
O que a investigação apurou até agora
Segundo a Polícia Civil, um Cruze trafegava lado a lado com o Audi no momento do acidente. O motorista desse carro já prestou depoimento, assim como a namorada dele.
De acordo com os investigadores, o casal que estava no Cruze negou participação em disputa ilegal. Os outros ocupantes do veículo, em princípio, não teriam relação com as vítimas.
O ponto central da apuração é descobrir se houve competição entre os carros ou outra dinâmica viária. Por isso, a polícia evita concluir o caso antes da perícia técnica.
- O motorista do Cruze já foi identificado.
- Quatro pessoas estavam no segundo veículo.
- As oitivas começaram antes da coletiva desta quinta-feira.

Por que o racha ainda não foi confirmado
A polícia informou que possui imagens de câmeras de segurança, mas os vídeos ainda não foram divulgados. O material foi enviado para análise da Polícia Científica, em Curitiba.
Um dos elementos observados é que o Audi aparecia com o pisca-alerta ligado antes da colisão. Esse detalhe chamou atenção dos investigadores, mas não basta para fechar a conclusão.
Em reportagem publicada na véspera, a própria investigação tratava o episódio como suspeita. Na ocasião, a Polícia Civil investigava oficialmente a possibilidade de disputa ilegal.
- As imagens ainda passam por perícia.
- Novas testemunhas podem ser chamadas.
- Nenhuma responsabilização criminal foi definida até agora.
Quais são os próximos passos
O trabalho da Polícia Científica deve ajudar a estimar velocidade, trajetória e comportamento dos veículos. Esse laudo é decisivo para sustentar eventual indiciamento no inquérito.
Se a competição for comprovada, o condutor do outro carro poderá responder por crime previsto no Código de Trânsito Brasileiro. Se não houver prova, a linha investigativa pode mudar.
O caso também reforça a preocupação com a segurança viária na cidade. Em outra frente, a Câmara de Cascavel discute mobilidade e serviços públicos, enquanto novas pautas locais entram no calendário público de maio.
Para o leitor, a informação mais importante neste momento é objetiva: o acidente segue sob investigação, e a polícia diz que ainda não há confirmação de racha em Cascavel.
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