A Câmara de Cascavel abriu uma frente de debate para tentar reduzir a fila por vagas na educação infantil com apoio da rede privada. A discussão ocorreu na quarta-feira, 6 de maio.
Segundo o Legislativo, a proposta em análise prevê contratar escolas particulares credenciadas para atender crianças de 0 a 3 anos em período parcial, conforme a demanda do município.
O movimento ganha peso porque a própria Secretaria de Educação informou haver cerca de 3 mil crianças aguardando atendimento nessa faixa etária em Cascavel.
O que está em discussão em Cascavel
De acordo com a reunião realizada no Legislativo em 6 de maio, o chamamento público quer ampliar a oferta de vagas fora da rede direta.
A proposta menciona até 600 vagas mensais em período parcial, com no mínimo quatro horas diárias de atendimento para crianças da primeira infância.
Essas vagas seriam distribuídas em três etapas, com 200 para Infantil/Infantil I, 200 para Infantil II e 200 para Infantil III.
- Atendimento previsto para crianças de 0 a 3 anos.
- Oferta em escolas privadas credenciadas.
- Jornada mínima de quatro horas por dia.
- Contratação vinculada à demanda do município.
O valor estimado por vaga, segundo o material discutido, é de R$ 821,72.

Como funcionaria a seleção das vagas
O texto debatido indica que a contratação ocorrerá conforme a lista de espera dos CMEIs e a disponibilidade orçamentária da prefeitura.
Outro ponto central é o uso do CadÚnico como referência para priorização, além da busca por unidades próximas das instituições credenciadas.
Na prática, a estratégia tenta acelerar o atendimento sem esperar apenas a abertura de novas estruturas públicas, solução que costuma exigir mais tempo e investimento.
- O município identifica a demanda na lista de espera.
- As escolas privadas apresentam documentação para credenciamento.
- As vagas são contratadas conforme necessidade e orçamento.
- As famílias são encaminhadas conforme critérios definidos no edital.
Números da pressão sobre a rede infantil
Durante a reunião, a secretária Gislaine Buraki relatou que hoje apenas 122 vagas estavam sendo ofertadas por escolas já credenciadas.
No mesmo encontro, a administração municipal informou projetar 1.600 novas vagas na rede pública até 2028, como parte de uma resposta estrutural ao problema.
Esse quadro ajuda a explicar por que a discussão envolve solução emergencial e planejamento de médio prazo ao mesmo tempo.
A Câmara também publicou que a sessão de segunda-feira, 11 de maio, terá temas relevantes na pauta, conforme a ordem do dia divulgada em 7 de maio.
O que o leitor deve acompanhar agora
Para as famílias, o ponto decisivo é saber quantas escolas vão aderir ao credenciamento e em que ritmo as vagas começarão a ser liberadas.
Para o município, o desafio será combinar rapidez no atendimento com fiscalização da qualidade pedagógica e da execução contratual.
No plano regional, a medida se conecta a debates mais amplos sobre financiamento e parcerias, em um momento em que Cascavel firmou acordo com o BRDE para estruturar projetos de PPPs e concessões.
Nos próximos dias, o acompanhamento do edital, do credenciamento e das decisões da prefeitura deve indicar se a promessa de aliviar a fila sairá do papel.
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