A Câmara e a Prefeitura de Cascavel divulgaram os números do primeiro quadrimestre de 2026 em audiência pública realizada na sexta-feira, 29 de maio. O balanço mostra arrecadação forte e pressão crescente sobre saúde.
No período de janeiro a abril, o município arrecadou R$ 685,1 milhões. A previsão atualizada do orçamento de 2026 chegou a R$ 2,4 bilhões, segundo dados apresentados no plenário.
O dado mais sensível do relatório está nas despesas: a saúde concentrou o maior volume empenhado, enquanto a educação ainda ficou abaixo do índice anual exigido nesta etapa parcial.
O que mostram as contas de Cascavel em 2026
De acordo com a prestação oficial, a Prefeitura arrecadou R$ 685,1 milhões entre janeiro e abril, com destaque para tributos locais e repasses estaduais e federais.
Entre as receitas tributárias, o ISSQN liderou com R$ 94,6 milhões. Na sequência aparecem o IPTU, com R$ 83,6 milhões, o ICMS, com R$ 99,1 milhões, e o IPVA, com R$ 75 milhões.
As transferências correntes da União e do Estado somaram R$ 388,9 milhões. Só os repasses do Fundeb passaram de R$ 98 milhões, enquanto os recursos do SUS Federal superaram R$ 24,4 milhões.
- Arrecadação total no quadrimestre: R$ 685,1 milhões
- Orçamento atualizado de 2026: R$ 2,4 bilhões
- Maior tributo municipal: ISSQN
- Maior área de gasto: Saúde

Saúde puxa despesas e educação exige atenção
A saúde liderou as despesas empenhadas, com R$ 288,8 milhões. A educação veio em seguida, com R$ 194,9 milhões, mostrando onde a administração concentrou o gasto público no começo do ano.
Na execução efetiva, a saúde liquidou R$ 143,6 milhões, e a educação, R$ 138,3 milhões. Obras Públicas, Meio Ambiente e Planejamento também apareceram entre as áreas com maior movimentação orçamentária.
O município aplicou 24,82% das receitas em saúde, acima do mínimo constitucional de 15%. Já a educação marcou 18,24% no quadrimestre, abaixo do piso anual de 25%.
Na prática, isso não significa descumprimento automático neste momento. O índice da educação é acompanhado ao longo do exercício e ainda pode ser recomposto até dezembro.
- Saúde já superou o mínimo constitucional.
- Educação segue abaixo no recorte de janeiro a abril.
- O fechamento anual será decisivo para medir cumprimento legal.
O que muda para o morador de Cascavel
Para o contribuinte, os números indicam uma cidade com caixa robusto, mas pressionada por serviços essenciais. A tendência é de atenção redobrada sobre atendimento médico, escolas e execução de obras.
Segundo a Câmara, a audiência serviu para dar transparência ao uso do dinheiro público e permitir fiscalização social sobre receitas, despesas e limites previstos na lei.
No Legislativo, o orçamento previsto para 2026 é de R$ 47 milhões. A Casa informou que gastou R$ 8,9 milhões com pessoal no quadrimestre, abaixo dos limites legais.
Com a prestação de contas já disponível no portal oficial da Câmara, moradores podem acompanhar os números e cobrar resultados. No cenário local, orçamento deixou de ser tema técnico e virou serviço direto ao cidadão.
A leitura política é simples: com orçamento bilionário e forte dependência de saúde e educação, Cascavel entra no segundo semestre sob pressão por entregas concretas, eficiência e transparência.
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