A Câmara de Cascavel abriu uma frente regional de pressão contra a Copel após audiência pública realizada em 21 de maio. O debate reuniu representantes de 12 municípios do Oeste.
O encontro ocorreu em meio ao aumento de reclamações sobre oscilações, quedas frequentes e demora no restabelecimento. A mobilização ganhou novo peso político às vésperas da sessão legislativa desta terça-feira, 26 de maio.
Segundo a própria Câmara, foram definidos 14 encaminhamentos prioritários após a audiência. Entre eles estão pedido de notificação à Aneel, nova convocação da Copel e medidas emergenciais para áreas rurais.
O que foi decidido na audiência regional
De acordo com a audiência pública realizada pela Câmara de Cascavel em 21 de maio, lideranças locais relataram impactos no comércio, no campo e em bairros urbanos.
O encontro foi conduzido pelo vereador Alécio Espínola. Também participaram parlamentares de Cascavel, representantes da Acamop, Procon, OAB, Acic e gerentes da Copel.
Municípios como Toledo, Corbélia, Céu Azul, Nova Aurora, Assis Chateaubriand e Santa Tereza do Oeste enviaram representantes. A presença regional ampliou a pressão por respostas conjuntas.
- notificação à Aneel para apuração e eventual penalização;
- equipes específicas para mapear áreas críticas;
- ampliação do quadro de funcionários para restabelecimento;
- novo canal de atendimento com menos dependência de inteligência artificial;
- nova audiência com convocação do presidente da Copel.

Quais reclamações dominaram o debate
Os relatos apontaram quedas constantes de energia, atendimento lento e falhas de comunicação sobre desligamentos programados. Pequenos produtores rurais mencionaram prejuízos diretos na rotina produtiva.
Outro ponto sensível foi a dificuldade para indenizações. Lideranças defenderam um fluxo mais simples para famílias vulneráveis e produtores afetados por danos elétricos.
A Câmara também registrou cobrança por mais transparência junto à Aneel e revisão das métricas de satisfação. O foco, agora, é transformar a insatisfação em medidas formais.
- reunir assinaturas para proposta de iniciativa popular;
- encaminhar carta conjunta das câmaras do Oeste;
- pedir multas por má prestação do serviço;
- articular reunião com a Comissão Energética da Câmara Federal.
Por que o tema ganhou força em Cascavel
A discussão avançou em um momento de forte expansão urbana e econômica. Durante a audiência, participantes afirmaram que a estrutura da concessionária não acompanhou o crescimento regional.
A própria Câmara destacou que Cascavel é o maior PIB do Paraná fora da Região Metropolitana de Curitiba, argumento usado para reforçar a cobrança por infraestrutura energética mais robusta.
Na pauta legislativa desta terça, publicada pela Casa, o assunto energia aparece como um dos temas de maior repercussão política recente, ao lado de votações administrativas e debates regionais.
Enquanto a pressão institucional cresce, outro investimento público recente na cidade mostra o tamanho da demanda por infraestrutura. O governo estadual anunciou quase R$ 6 milhões para ampliar a rede de esgoto e atender 450 famílias.
No caso da energia, porém, o recado político saiu mais duro. A articulação regional quer respostas rápidas, presença técnica no Oeste e prazos objetivos para reduzir as falhas no fornecimento.
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